ABUSOS EM COBRANÇAS INDEVIDAS EM BARRACAS DE PRAIA GERAM VIOLÊNCIA E PROTESTOS EM TODO O LITORAL DO PAÍS
ABUSOS EM COBRANÇAS INDEVIDAS EM BARRACAS DE PRAIA GERAM VIOLÊNCIA E PROTESTOS EM TODO O LITORAL DO PAÍS
Tonet por Tonet
Tonet por Tonet
O recente episódio ocorrido em Porto de Galinhas no Recife que resultou num ato de violência contra dois turistas que protestaram contra a cobrança indevida por uso de cadeiras e guarda-sol na praia acendeu um alerta às autoridades responsáveis por esse tipo de serviço em todo o país.
Os dois turistas foram expulsos da praia à base de socos e pontapés por parte de um grupo de barraqueiros, simplesmente por se recusarem a pagar uma conta indevida e abusiva. Em sua defesa, eles explicaram que houve um acerto anterior que não foi cumprido. O dono da barraca teria cobrado o dobro do valor acertado, gerando uma confusão e consequentemente uma porradaria culminando com um BO e ferimentos que os levaram ao hospital.
Depois disso, foi disparado um alerta para as autoridades que lidam com esse tipo de serviço e são responsáveis pela administração, fiscalização e monitoramento contínuo desse tipo de serviço. Além de serem obrigados a aplicar medidas cabíveis, como por exemplo, suspensão do alvará ou até mesmo a cassação definitiva de funcionamento.
Ao longo de toda a costa, os abusos são rotineiros e recorrentes. A praia deixou há muito tempo de ser um espaço público para lazer e divertimento de banhistas, veranistas e/ou turistas. Os barraqueiros ocuparam as areias como se donos fossem, montaram seu aparato de mesas, cadeiras e guarda-sóis, proibindo os reles mortais de se aproximarem desse espaço sem antes pagar uma taxa que eles mesmos determinaram. E exigem que para desfrutar desses equipamentos é preciso antes de tudo se subordinarem à uma “consumação mínima”.
Ué, a praia não pertence à Marinha e ao povo?
Desde quando, o poder público está cobrando de banhistas ao acesso livre e democrático às praias?
Quem libera esse tal de “alvará de funcionamento”: a Prefeitura, o Estado, a União?
Quem recebe esse tributo?
Daqui a pouco, pra ter direito a um banho de mar, o cidadão vai ter de pagar e pra ficar plantado na areia, vai pagar mais caro ainda. E se não consumir produtos dessas barracas vai ser expulso pelos barraqueiros. Que além de ter direitos de comercialização, também detém poder de polícia.
Esse país é surreal.