ENQUANTO ISSO

No Rio e São Paulo o retorno às origens: blocos de rua pipocam em tudo que é canto. Com bandinhas simples sem nada eletrônico demais que atinja os ouvidos e com músicas palatáveis. Sem falar no Recife onde o fervo nunca desbota.

ELITIZOU, DESCARACTERIZOU, MURCHOU

Depois da onda dos blocos milionários e seus abadás horrorosos, agora é a vez dos camarotes. Tem quem gaste até 10 mil reais por um pacote prá ver de tudo menos Trio Elétrico.

ROUBANDO A CENA

O carnaval da Bahia ataca de Anitta, Pablo Vittar e Alok. E a artistagem baiana se cala e ainda reverencia. O carnaval baiano não é mais aquele. Saudades do Jacu, Amigos do Barão, Internacionais, Apaches do Tororó, Papa Léguas, Novos Baianos, Armandinho, Tiete Vips e meu amigo Rubinho dos Carnavais.

PORCARIA

“Abaixa que é tiro” venceu como a melhor música no carnaval da Bahia. Tudo a ver.

COMEMORAR O CRIME

No dia de hoje quando as mulheres são alvo de atenções, gentilezas e cordiais mensagens nada de bom se têm a comemorar. Os rostos feridos e destruídos pelas porradas, os corpos manchados de roxo, os olhos vermelhos jorram lágrimas de sangue e espanto. Pior é que os autores, os algozes, os carrascos continuam livres, sem arrependimentos, sem censura, dispostos a repetir as agressões quantas vezes o desejarem. Nessa fase tão critica e desumana onde a violência contra a mulher no Brasil atinge proporções alarmantes comemorar o crime é festejar a impunidade.

FINGE QUE NÃO VÊ

A todo o momento, a cada minuto uma mulher no Brasil é vitima de violência. Pior que as agressões começam em casa. A violência doméstica parte de maridos, parceiros, companheiros, namorados, amantes, ficantes, colegas, pais, irmãos, primos, padrastos, vizinhos, etc. A própria mulher ignora e finge que isso não é assunto dela. Silencia. Algumas vezes quando denuncia, se arrepende, vai lá e retira a queixa.

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